e por falar em arte…

A periferia não é o C da cidade, como muitos pensam

 

Lendo a matéria Cultura e Periferia da Revista e, do Sesc (janeiro de 2015-nº7-ano21), me deparei com a matéria que fala sobre produção artística da suposta periferia. É uma revista muito boa que, além de trazer muitas matérias sobre arte em geral, é gratuita. A matéria é bem redigida. No entanto, eu não acredito e nem vejo motivo para algumas pessoas fazerem tais divisões.

Não existe arte de periferia; existe somente arte

Não sei se existe periferia. Também não sei quem inventou esta divisão ou esse termo. Provavelmente algum acadêmico de plantão. Provavelmente alguém que não tinha nada pra fazer. Aliás, parece que a humanidade, ou mais especificamente alguns, têm a necessidade de classificar, dissecar e dividir o que não é classificável, dissecável ou divisível.

Não existe, a meu ver, arte de periferia; existe somente arte. Se bem que

podemos mudar de ideia lendo Gombrich, Jorge Colin etc. Porém essa discussão não cabe aqui.

 Por que a periferia foi fazer arte? Ora, foi fazer arte porque quis fazer arte?

Sei que é chover no molhado, porém, como todos sabem, ou deviam saber, o ser humano já nasceu com o dom de criar. Posso até dizer, caindo no erro de exagerar, que todo indivíduo já nasceu com a arte no DNA. Então não sei por que, um dos tópicos da matéria da revista pergunta: Por que a periferia foi fazer arte? Ora, foi fazer arte porque quis fazer arte. Porque é um direito de todos fazer arte se assim desejar. Porque fazer arte deveria ser algo espontâneo e natural e inerente ao ser humano.

Então a pergunta me parece irracional e preconceituosa. Preconceituosa porque dá a entender que só os artistas fazem arte. Que só os burgueses fazem arte. Que só aqueles que moram no centro fazem arte Soa mais ou menos assim: nossa, vocês viram, a periferia, assim como nós bons burgueses (para citar Cazuza) também fazem arte. Que legal, né?

         Barrista, eu? Claro que não. Mas minha cidade é de 1º mundo

O termo periferia depende de nosso ponto de vista. Alguns podem achar que o grande ABC é periferia se comparado com São Paulo. Outros também podem pensar que alguns bairros de Santo André, são ou estão na periferia. Alguns indivíduos de determinada cidade, afirmam que esta é de 1º mundo. E o resto… Alguns, além de arrogantes, são barristas e não permitem que “outros” participem de algumas atividades nessa cidade, pois dizem que não são cidadãos deste município.

 Para alguns, se o grande ABC tivesse cu, este cu seria Mauá; outras acham que é Diadema.

 Em 2015 expus no Museu Barão de Mauá, em Mauá, algumas obras (40 no total) que levavam o título de Cuidado: Frágil. Conversando com uma pessoa, de Santo André, sobre a exposição, disse, entre outras coisas, que o artista não deve ficar escondido, esperando as coisas acontecerem. Deve, sempre que pode, mostrar sua obra. Dar a cara pra bater. Ela virou pra mim e falou: você diz que o artista não deve ficar escondido, no entanto você está expondo em Mauá.  Como podemos concluir, para essa pessoa, Mauá é periferia. É o que está afastado. É o escondido. Segundo ela, se o grande ABC e redondeza tivesse cu, este cu seria Mauá (outras pessoas acham que é Diadema).

 Só existe violência na periferia?

Voltando à matéria da revista, logo ao alto da página 47 está escrito “ nesse contexto de pobreza e violência, incentivar a produção artística e manifestações culturais foi uma das respostas encontradas por essa população para aliviar seu sofrimento, criar coesão social e possibilitar um futuro”. Belas palavras.

Como podemos perceber, segundo o texto, só existe violência na periferia. Só existe pobreza na periferia. Todos se esquecem que o transito mata muito mais do que muita guerras que já existiram. Muitos se esquecem dos crimes cometidos pelas pessoas de poder aquisitivo melhor ou de melhor estudo.

Para fazer uma brincadeira, será que não poderíamos levar essas medidas artísticas para educar os indivíduos violentos no trânsito? Será que não poderíamos ensinar arte para as pessoas de classes superiores para que elas possam, também, serem menos violentas? E que tal se fôssemos para Brasília dar oficinas de artes para os nosso políticos para que eles não cometessem tanta violência contra o povo?

Como eu disse acima, a arte está em todo ser humano; a violência também. Ela se faz presente em todo e qualquer indivíduo. Ele não precisa ser da periferia pra ser violento.

 Pericentro ou centroria?

Em 2014, participe do Educativo Bienal, da 31ª Bienal de São Paulo, onde foram desenvolvidos vária palestras, atividades, workshop e  alguns laboratórios educativos. Um desses laboratórios teve como título Centro Periferia. Com lápis de cor, canetinas, cola, novelos de lã e mapas tínhamos que marcar, o que é pra nós, o centro e a periferia.

Havia, também, outros materiais como textos de cadernos de professores, fichas de instruções de proposições práticas e cartazes de dez artistas para que completasse o debate.

Após a apresentação do material, os palestrantes propuseram uma atividade que consistia em  marcarmos no mapa, usando linhas de lã para interligar tudo, o nosso centro e a nossa periferia. Como centro eu marquei Santo André e como periferia, Suzano, cidade onde vivi boa parte de minha vida.

Juntando as periferias e os centros de todos, construirmos um novo mapa. Concluindo, o arte-educador fez com que observássemos que alguns centros permaneciam; outros não. O mesmo acontecendo com a periferia. A periferia, perguntou ele novamente, ainda permanecem à margem? Depois discutimos todos esse ligamentos e concluímos, óbvio, que tudo está interligado. Não há separação alguma. Todos dependem de todos. Não há divisões. O arte-educador me perguntou: se você morasse em Suzano seu centro e sua periferia seriam outras? Respondi que sim.

Continuando nossa , alguém propôs dar um nome para esse novo mapa. Ele foi chamado, por alguns, de Pericentro, e, por outros, de Centroria. Concluimos com isso que não existe fronteiras. Se a gente muda algo, ou nosso centro, muda também a periferia. O contrário também é verdadeiro.

Outros grupos misturaram centros e periferias, formando outros mapas. Outros usaram o próprio cartaz da bienal para dar a ideia que há, assim como a ilustração do mesmo, várias pernas; consequentemente vários caminhos. Outro, ainda, utilizou a fita de Moebius, da Lígia Clark, simbolizando que não há dentro nem fora.

     Eu moro no planeta Terra; os outros planetas são periferia

Sempre que dividimos, separamos ou damos mais importância a alguma coisa em relação à outra, há preconceito. Dividimos as raças. Dividimos o poder aquisitivo (quer dizer…). Dividimos tudo. Colocamos nomes bonitos no que nos parece feio, e, passamos um verniz no que nos parece decadentes ou carcomidos. Desse modo, não existe mais os negros; agora somos afrodescendentes (digo “somos”, porque o Brasil é um país negro. E ponto.) Não existe mais favela; agora é comunidade. Não existe mais os burgueses; agora são os da nova classe média. Não sou mais surdo; sou deficiente auditivo. Cego também mudou de nome; agora somos deficientes visuais.

Um dia, talvez, tomemos consciência que somos uma única família, que somos uma única raça. A pergunta é: será que neste dia não passaremos a dividir também achando que a Terra é o centro (como já foi um dia) e os outros planetas periferia?

Se desejar ler outros artigo meus, clique aqui. E aqui também.

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Resolvi estudar arte porque é mais facinho

 

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  A arte, que é a matéria mais fácil, meu filho foi mal

Eu trabalhava em um colégio substituindo uma professora de artes que ia ter bebê e, numa dessas reuniões de pais, uma mãe me procurou, pois estava preocupada com seu filho que havia tirado nota baixa na matéria de artes. Professor, disse ela, o meu filho foi bem em todas as matérias, menos na do senhor, e eu queria saber o motivo.

            Me desculpei com ela e expliquei que como eu estava substituindo a professora desta disciplina, desconhecia o motivo pelo qual ele não havia se saído muito bem nesta matéria e prometi que ia averiguar tudo e depois me comunicaria com ela.

            Então, professor, continuou ela, meu menino é muito inteligente e sempre tirou notas boas em todas as matérias, e arte, que é a mais fácil, foi mal.

            Eu não acho que artes seja a matéria mais fácil, disse eu e…

(Aqui vou continuar a falar do assunto como eu gostaria de ter exposto a ela e que infelizmente não pude. Primeiro porque achei que não valia a pena discutir esse tema, que, além de não levar a nada, é cansativo e infrutífero. Depois porque o meu tempo era escasso).

  to be continued

             A arte é uma profissão como outra qualquer. Temos que estudar muito para sermos artistas competentes. Aliás, qualquer pessoa que queira levar a sério sua profissão escolhida, não deve negligenciá-la. O mecânico tem que estudar muito sobre motores, velas, engrenagens, câmbio etc. O médico sobre anatomia, ossos, sangue e por ai vai. Até o feirante ou o coletor de lixo têm que, de algum modo, aprender sobre a profissão escolhida.

 O artista, o verdadeiro artista, vamos deixar bem claro, também deve  estudar, e muito. 05 - Em papel arroz colado sobre cansonAté o fim da vida. O artista, o verdadeiro artista (repito propositalmente), tem a obrigação de estudar, além da sua arte escolhida, filosofia, mitologia, psicologia e muita poesia. Sim, muita poesia. Seu trabalho deve ter poesia no verdadeiro sentido da palavra. Temos que estudar geometria, matemática, um pouco de química (na gravura em metal, por exemplo) para que nosso trabalho tenha consistência tanto artística quanto material. Temos que ter conhecimento sobre estética. Não essa estética que todos acham que um determinado trabalho é bom porque todos os elementos estão em harmonia uns com os outros.  Estou me referindo à estética superior, de sentimentos, de descobrir algo que vai muito além do óbvio e que, de algum modo, sensibiliza o espectador ou provoca uma catarse.

 

  Quando você estiver cansado de ler, deve ler algo leve, só pra relaxar 

                 

          Continuando, temos que assistir muitos filmes relativos à arte, ou não. Ouvir muita música. Temos que ir ao teatro, ou apresentações de dança. E temos, é claro, que visitar muitas exposições seja de arte, fotografia etc. Isto seria o ideal.

            Outro fato, que muitos não levam em consideração é a leitura. O artista tem que ler muito. Muito mesmo. E quando estiver cansado de ler, deve ele ler algo leve, só pra relaxar. Conheço muitas pessoas que pretendem (note bem que eu disse pretende) serem artistas ou escritores e dizem não ter tempo pra ler ou não gostar de ler. Ora, meu (minha) amigo (a), se você quer ser artista e não tem tempo pra ler, ou não gosta de ler, é melhor  procurar algo que não necessite de leitura. O que eu, sinceramente, acho difícil.

            Lembro, quando estudava letras, que a professora no primeiro dia de aula disse, vocês estão começando um curso de letras e provavelmente pretendem ser professores, escritores ou até mesmo jornalistas. Então, continuou ela, se alguém aqui não gosta de ler, pode sair por aquela porta e não precisa voltar mais.

  Arte torna a vida suportável

            É claro que a maioria das pessoas que entram por esse caminho, de achar que a arte é algo mais fácil, não serão artistas e tão pouco bons professores de arte. Achar que três anos de faculdade torna qualquer pessoa em um artista, ou educador é no mínimo ridículo, pra não dizer outra coisa. Talvez seja por isso que a maioria de nossos professores de arte não tem noção alguma do que seja arte e passa para seus alunos apenas conteúdos engessados das apostilas obrigatórias em algumas escolas, principalmente as particulares.

            Claro que esse assunto pode dar muita discussão e cada qual defenderá seu ponto de vista em particular. Alguns professores acham que é isso mesmo, que eles estão lá apenas para cumprir seu horário. Outros não concordam e até gostariam de fazerem a diferença (frase muito em moda hoje em dia), porém não dizem nada e também nada fazem. Outros vão além e tentam ir contra todo esse ensino pobre e superficial e, ou ganham um prêmio ou são demitidos.

            Em minha opinião, se você não pode ou não tem liberdade de dar uma boa aula de artes, ou outra matéria qualquer, é melhor não entrar nessa profissão. Do contrário seria como o médico que acha que é assim mesmo e que tudo está bom e se o paciente morreu é porque tinha de morrer. Claro que não quero comparar a medicina com a arte, no entanto, toda manifestação humana, tem a sua importância em nosso mundo.

            Ficar na frente dos alunos lendo essas apostilas e enchendo o aluno de conteúdo é pra fazer qualquer um odiar essa matéria. A arte vai muito além disso, ou deveria ir. Conteúdo, você acha no Google, é só pesquisar. E saber pesquisar, claro. A arte é de fundamental importância para  o ser humano. A Arte torna a vida suportável, como disse o filósofo alemão Friedrich Nietzsche.

  Por que o título desse artigo?

            Dia desses, tentando fazer amizade com uma mulher que me foi apresentada, perguntei pra ela o que fazia. Ela me disse que havia estudado psicologia por algum tempo, mas que desistiu no meio e fez opção por artes, pois pretendia ser professora nesta área. Perguntei por que mudou de rumo bem no meio do caminho. Então ela olhou pra mim e sorrindo me disse: Resolvi estudar arte porque é mais facinho, ora.

Se você quiser ver alguns trabalhos meus, pode acessar esse site aqui neste link , por favor.

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Autorretrato

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Todos em sacolejos

Eu sacolejava. Sacolejava dentro da barriga de minha mãe. Minha mãe também sacolejava junto com meu pai e mais algumas pessoas num caminhão, que também sacolejava coberto por uma lona carcomida, que lá no nordeste se chama pau-de- arara.

Made in nordeste

Eles vieram do nordeste pra cá. Minha mãe é de Altinho, um município de Pernambuco. Meu pai era de Recife. Mamãe era uma linda burguesinha de olhos claros e cabelos loiros. Era filha de fazendeiro, da tradicional família Cavalcanti, muito rica pelas aquelas banda. Papai era açougueiro. Pé rapado. Ambos fugiram do nordeste porque meu avô não queria que ela se casasse tão cedo. Mamãe tinha por volta de 16 anos. Como vocês podem perceber, ela já estava grávida. Do nordeste direto pra Mooca. Foram morar numa favela (hoje comunidade) onde praticamente só tinha nordestinos, cabras das pestes e fodidos. Nasci pouco depois no bairro de Casa verde, em São Paulo. A situação melhora um pouco e nos mudamos para um bairro chamado Jardim Grimaldi, em Sapopemba. Lá vivi até os 13 anos aproximadamente. Na escola eu adorava estudar. Ainda gosto. Só não gostava de matemática e gramática. Gostava de história, de redação e de artes. Claro.

 Anarquista…           

Por insistência de um tio, irmão de minha mãe, fomos morar numa cidade do interior chamada Suzano. Hoje é um município grande com várias indústrias. Seria um município próspero se lá não houvesse políticos. Aliás, o nosso mundo seria bem melhor sem a presença deles. Sou a favor do anarquismo, no verdadeiro sentido grego da palavra. Mas… Isso é outra história. Voltemos a nossa.

Em Suzano fiz o ginásio. Mais tarde, em Mogi das Cruzes, cidade vizinha, fiz o colégio técnico. Técnico em publicidade. Em escola particular. O curso era de três anos. Paguei só o primeiro, pois participei de um concurso sobre um cartaz de propaganda da escola e ganhei o 1º lugar, que dava como prêmio uma bolsa para aquele período. No último ano entrei com um pedido de bolsa, pois estava desempregado e não dava mais para pagar o curso. Consegui.

Degradê            

Quando me formei, resolvi fazer outros cursos na mesma área. Estudei desenho artístico, desenho publicitário, ilustração etc., todos pelo SENAI. Trabalhei na área por muito tempo fazendo catões de visita, capas de livros, panfletos etc. Ainda faço. Algum tempo depois, já casado, montei uma oficina de letreiros e propaganda chamada Degradê. Eu estava muito infeliz e angustiado porque não conseguia fazer o que mais gostava, que era pintar e desenhar. Então agia do seguinte modo: como eu abria a minha oficina às 9 horas, eu acordava por volta das 6h 30 trinta e pintava até umas 8 horas. Todos os dias, religiosamente, fazia isso. Depois ia para o trabalho.

Passado um ano aproximadamente resolvi fazer outros cursos relacionados à arte. Na região não havia tais cursos, então tive que me deslocar para São Paulo. Todos os sábados eu ia para o vale do Anhangabaú numa escola Chamada Cândido Portinari para estudar arte. Lá eu me aprimorei no desenho artístico e descobri várias técnicas como aquarela, o pastel, o guache, o nanquim, a acrílica, o desenho de moda, a maquete etc. Fui convidado por essa escola para dar aula. Quando o salário se igualou ao que eu tirava na oficina, fechei esta.

A coisa ficou preta, com o Color

Ao mesmo tempo trabalhei em um estúdio de arte e quando chegou a era Color, tudo ficou cinza ou preto, no Brasil. Fernando Color, além de nos “tomar emprestado” nosso dinheiro, nos tirou a dignidade, o trabalho e a esperança. Lembram-se do que eu comentei, acima, sobre os políticos? Para mim, além de perder meus empregos, juntou-se a isso a chegada do computador que, não tendo como me atualizar, quebrei. Nessa mesma época me divorciei.

Não tendo muito como sobreviver, passei a fazer pequenos trabalhos na área de publicidade. Fui convidado, tempo depois, a dar aulas numa escola de desenho em São Caetano do Sul, chamada 28 de Julho. Terminei ficando nessa cidade e aqui casei pela segunda vez. Passado algum tempo, e já morando em Santo André, um amigo me chamou para trabalhar em seu atelier em Mogi das Cruzes e pra lá fui. Mas continuei morando no grande ABC. Quando sai desse atelier, comecei uma nova etapa como arte-educador, trabalho que venho desenvolvendo até hoje.

Fui atrás do canudo

Fato engraçado, é que, aqui em nosso país, não se conta o tempo que você tem de experiência em sua área. Você pode ter 10, 20 ou 30 anos de experiência, mas se não tiver curso superior, nada vale. As instituições acreditam mais no diploma do indivíduo e nos seus três anos de estudo do que naquele que sua experiência acumulada.

Por pensar em tudo isso, resolvi fazer Letras. No entanto como nunca estou satisfeito quando não faço inteiramente o que gosto, desisti do curso e me matriculei numa faculdade de artes. Vim buscar o tal do diploma que a sociedade está me pedindo há tanto tempo. Hoje faço pós-graduação em arte terapia e acredito que a sociedade está mais contente comigo agora (risos).

Agora sim, sou artista

Não posso dizer que me arrependo de ter feito curso superior, muito pelo contrário, isto me ajuda bastante em minha carreira. No entanto, depois de 30 anos como artista e educador, consegui provar que sou artista com apenas alguns anos de estudos (risos de novo).

Em resumo, ainda sacolejo

Se você quiser sacolejar um pouquinho, dá um pulinho no meu  Facebook e veja alguns de meus trabalhos. Obrigado.

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